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Ahh...o AMOR!

Hoje senti vontade de dissertar sobre o amor. Vou começar falando o que ele não é, pois muitas vezes o confundimos com apego e carência.


casal apaixonado

O amor não é aquilo que te causa, nem de longe, desconforto. Não é esforço e nem sacrifícios intermináveis para caber no mundo de alguém. Não é vestir um personagem, abrir mão de seus valores e pisar em ovos, para agradar. Não é aceitar migalhas, que muitas vezes precisam ser mendigadas.


O amor não te causa angústia, dúvidas, nem dissabores. Não é aquilo que te tira o sossego, as noites de sono, que te traz desconfiança, que te limita e, muitas vezes, te aprisiona.


O amor não vem pela metade, pois somos inteiros e, partindo desse princípio, não precisamos de metades que nos completem.


O amor não é controle, onde se liga e desliga a hora que deseja. No amor, a gente não tem controle de nada e, na verdade, nem precisamos ter, pois o verdadeiro amor é aquele sentido genuinamente, onde nos doamos sem esperar nada em troca, pelo simples fato de oferecer ao outro aquilo que temos de melhor.


Porque amor é isso mesmo, é disposição em se doar, em se entregar, é confiança, é transparência e vulnerabilidade. É reciprocidade, é troca mútua, onde se dá e se recebe na mesma proporção, pois o amor é energia e ela é cíclica, precisa e deve circular.


A vida é sábia, ela nos dá as sementes (sentimentos) e cabe a nós escolhermos qual delas deixaremos que germinem em nosso solo fértil (coração). Porque o amor é isso, é plantar, é doar, é entrega, é disposição, parceria, união. É espera paciente, pois ele cresce aos poucos e precisa ser cultivado e regado com afeto, todos os dias.


Amor é decisão, é escolha diária, é caminhar de mãos dadas na mesma direção, mesmo que os objetivos sejam diferentes, a estrada será sempre a mesma.


O amor é soma, é multiplicação, quanto mais doamos, mais recebemos. Não tem espaço para subtrair, pois quando é de verdade, ele cresce e se multiplica.


Porque amor é para ser servido em uma taça cheia, transbordando afeto, entre muitos outros sentimentos que se misturam nessa taça e que vão servir aqueles que nos cercam. Afinal, as relações foram feitas para isso mesmo, transbordar emoções, dividir histórias, somar experiências e multiplicar alegrias. Isso é o AMOR!


É se sentir leve como uma pluma, é dançar na chuva e lavar a alma, é a sensação de ganhar aquele presente que você tanto queria de forma inesperada, é calmaria, é paz, é bem-estar. E esse bem-estar não é só sentido na presença do outro, mas também quando o outro não está por perto, pois o amor é confiança, é sossego de uma manhã de domingo.


Amor é gaiola aberta, onde você tem a liberdade de escolher ficar, mesmo sendo livre para bater asa e pousar em outro ninho. É também ter a liberdade de ser quem você é, sem máscaras, trajando não só as suas qualidades, mas também seus defeitos, e ser aceito mesmo assim.


Mas antes de qualquer coisa, amor é autocuidado, daqueles que a gente precisa ter diariamente, assim como tomar banho e escovar os dentes. É preciso oferecê-lo primeiramente a nós, para que, então, depois da nossa taça cheia, ela transborde e encha a do outro.


Eu sempre digo que o autoconhecimento e o amor andam juntos, de mãos dadas, pois é através do primeiro que amadurecemos e descobrimos o real sentido do amor. Aprendendo a nos amar vamos ficando mais seletivos, não aceitando menos do que a gente merece e nem abrindo mais a porta para qualquer um adentrar o nosso espaço sagrado.


Dessa forma, aos poucos vamos nos (re)descobrindo, aprendendo a respeitar os nossos limites, a dizer não para tudo aquilo que nos tira a paz. E, assim, vamos seguindo pela vida, jogando as sementes nos solos em que desejamos que germinem, aguardando a pausa das estações, até que a tão esperada primavera chegue. Ahhh...e ela sempre chega para aqueles que sabem cultivar.

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